na folha rasa, tremendo ao vento.
Todo o universo, no oceano do ar, secreto vibra:
e ela resiste, no isolamento.
Seu cristal simples reprime a forma, no instante incerto,
pronto a cair, pronto a ficar – límpido e exato.
A a folha é um pequeno deserto
para a imensidade do ato.
Cecília Meireles. (2013). Antologia Poética. São Paulo: Global Editora, página 27.

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