"Ler para quê? E escrever, para quê? Depois de ler cem mil, dez mi livros durante a vida, que se leu? Nada. (...) Ler não serve para nada, é um vício, um puro prazer, uma felicidade". (1)
domingo, 27 de janeiro de 2019
Ler...
"Ler para quê? E escrever, para quê? Depois de ler cem mil, dez mi livros durante a vida, que se leu? Nada. (...) Ler não serve para nada, é um vício, um puro prazer, uma felicidade". (1)
segunda-feira, 7 de janeiro de 2019
Ler...
Ler devia ser proibido. Afinal de contas, ler faz muito mal às pessoas: acorda os homens para realidades impossíveis, tornando-os incapazes de suportar o mundo insosso e ordinário em que vivem. A leitura induz à loucura, desloca o homem do humilde lugar que lhe fora destinado no corpo social.
Não me deixam mentir os exemplos de Don Quixote e Madamme Bovary. O primeiro, coitado, de tanto ler aventuras de cavalheiros que jamais existiram, meteu-se pelo mundo afora, a crer-se capaz de reformar o mundo, quilha de ossos que mal sustinha a si e ao pobre Rocinante. Quanto à pobre Emma Bovary, tomou-se esposa inútil para mexericos e bordados, perdendo-se em delírios sobre bailes e amores cortesãos.
quinta-feira, 27 de dezembro de 2018
Os livros e a leitura
Os livros chegam-nos como um ponto de partida para algo a descobrir, a compreender, a pensar, a fazer, a realizar. Os livros entregam-se a nós como pontos de chegada e desse encontro dual, múltiplo permitem que nós estabeleçamos uma viagem, que nós saibamos compreender outras possibilidades, que nós consigamos articular pontos de partida. Os livros são a construção de uma leitura e têm por isso um verbo inicial essencial, ler.
terça-feira, 11 de dezembro de 2018
Ler
Lemos
as palavras, os sinais dos nomes das coisas. Lemos na paisagem os contornos das
colinas, o diverso em diálogo com o aberto. Lemos com os olhos, com as cores e
as formas da arte. Lemos entre o sonho e a perda, o doce e o amargo, Lemos na
utopia do que procuramos compreender. Jorge
Luís Borges deu-lhe a mais bela e sentida definição par esse espaço único, a
Biblioteca. Defini-a assim, “Sempre imaginei a Biblioteca como uma espécie de
paraíso”.
Frase de Borges que se tornou um lema vivo, uma visão para um mundo suportado no livro, mas também em outras formas de expressão, a arte. Frase que nos indica que é necessário alimentar a imaginação, criar a fantasia para que seja possível alimentar outros territórios, ou tão só como disse Tolentino Mendonça, “encontrar Deus pelos baldios.”
Frase para um resguardo do mundo, do barulho, do movimento, do social e onde é possível realizar a maior das aprendizagens. Essa que se torna essencial que é o de ler, ler continuadamente para um dia poder exprimir uma frase, uma história, ou só guardar a essência do real mais substantivo. A imaginação é sempre aqui uma conquista sobre o banal, sobre instante perdido em novidades sem significado.


