com um candeeiro fraco ao meu lado.
Não estarás hoje à janela,
à procura de chuva
na frequência do oceano,
esperando melhores anos,
com esse rebuliço doméstico que
me atrapalha as asas de corvo.
…
Se por aqui dispensares ainda
as tuas horas extraordinárias,
peço-te que não sorvas o
entulho todo, que deixes
ao menos esta mão estendida,
debicando cega no anfiteatro
da nossa tarde Agosto."
Frederico Pedreira. (2015). “51”. Presa comum. Lisboa: Relógio d’ Água.

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