quinta-feira, 11 de junho de 2015

Estante de leitura – O nome das coisas

 Sei que seria possível construir o mundo justo

"As cidades poderiam ser claras e lavadas
Pelo canto dos espaços e das fontes

"O céu o mar e a terra estão prontos
A saciar a nossa fome terrestre
A terra onde estamos – se ninguém atraiçoasse – proporia
Cada dia a cada um a liberdade e o reino
– Na concha na flor no homem e no fruto
Se nada adoecer a própria forma é justa
E no todo se integra como palavra em verso
Sei que seria possível construir a forma justa
De uma cidade humana que fosse
Fiel à perfeição do universo

Por isso recomeço sem cessar a partir da página em branco
E este é meu ofício de poeta para a reconstrução do mundo."

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"Cantaremos o desencontro
O limite e o linear perdidos

Cantaremos o desencontro;
A vida errada num país errado
Novos ratos mostram a avidez antiga."

Sophia. (2006). “A forma justa” e “Poema”. O Nome das coisas. Caminho. 4ª edição.

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